sábado, março 24, 2007

A small story...



"- Queres um copo de vinho?
- Sabes que não costumo beber... mas aceito."

Olhava pela janela... a música calma que ouvia contrastava com as ondas do mar que se viam a uns escassos metros... revoltadas, nervosas...

Saboreava o vinho, deixava-se ir pela música… Sentiu a respiração dele no seu pescoço, o que lhe provocou um arrepio por todo o corpo. Ele desconsertava-a… e isso deixava-a nervosa, corada…

Ele desviou-lhe o cabelo… beijou-lhe a nuca… o pescoço… era inacreditável o turbilhão de sentires nela… arrepios, desejo, nervosismo…

Virou-a… e beijou-a. Um beijo terno, molhado, que tocava cada milímetro da sua boca…

Tirou-lhe a roupa… delicadamente, levemente… e provocava-lhe arrepios de prazer quando os seus dedos lhe tocavam no corpo…

Com os lábios e a ponta da língua, começou a explorar-lhe o corpo desnudado… cada canto, cada esconderijo…

Sabia que o colo do peito era uma das zonas que ela delirava… e brincou com isso.

Ela, no seu egoísmo, ali estava, quieta… apenas lhe tocava com a ponta dos dedos, percorrendo e arranhando ao de leve o seu peito nu, fazendo-o contorcer-se… sabia que o deixava louco assim.

Ele desceu… ela estremeceu de prazer assim que ele lhe tocou com a língua no seu clitóris, com toda a ternura que poderia um homem ter. Ela envolveu-lhe as costas com uma perna, encaixando-se na sua boca.

O quente do seu corpo e o frio do vidro da janela onde ela se encostava misturavam-se, fundiam-se…

O barulho das ondas e a música de fundo tinham-se desvanecido…

Apenas os suspiros de ambos e os gemidos dela estavam presentes naquele momento…

E um primeiro orgasmo… Oh! Ele era maravilhoso! Sabia exactamente o que a fazia chegar ao êxtase!

E ele não parava…

(continuação… brevemente…)

sábado, fevereiro 10, 2007

Salty!




Não tenho jeito para descrições, principalmente a pedido... sou dada aos sentidos, a assimilar todos os arrepios, todos os gemidos, todas as subidas ao Éden... Mas vou tentar.


Acordei, calma, serena, antes do despertador tocar... tinha adormecido só com a camisa do pijama de cetim, e com as cuecas de renda vermelhas.

A renda já me acariciava o clitóris... Deixei-me por momentos sentir aquela sensação, que estava a adorar.

Lentamente, escorregou-me a mão pelo corpo abaixo, até às cuecas. Ao de leve, acompanho com o dedo as carícias das cuecas no clitóris.

Sinto um quente extraordinário... e as cuecas molhadas.

Aumento a intensidade das carícias, a força... A renda já incomoda.

Meto as mãos por dentro das cuecas, mas rapidamente me livro delas... Quero sentir o orgasmo em pleno!

Molho dos dedos com a língua, e volto àquele monte sedento de ti.

Acaricio o clitóris, ora depressa, ora devagar... Sinto que a minha subida ao paraíso não tarda...

Continuando a acariciar-me, acaricio também a entrada da cona molhada, já inchada. Deixo-me lá por um tempo, a disfrutar daquela sensação maravilhosa.


Já sinto os espasmos vindos de dentro... enfio os dedos devagar, imaginando em vez deles o teu caralho teso a entrar em mim.

Começo uma dança simultânea... de entra e sai da cona, de esfregar o clitóris...


Não aguento mais! Expludo, grito, subo ao céu!


Deixo-me ficar com os dedos lá dentro, a sentir as contracções, os arrepios, o fervilhar da cona e o meu suco sagrado...


Tiro os dedos e lambo-os... Humm... Salty...


Olho para o relógio... e tenho que me levantar num pulo, indo para a banheira, já estou atrasada!

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Desiderata


Go placidly amid the noise and haste,
and remember what peace there may be in silence.
As far as possible without surrender
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even the dull and the ignorant;
they too have their story.

Avoid loud and aggressive persons,
they are vexations to the spirit.
If you compare yourself with others,
you may become vain and bitter;
for always there will be greater and lesser persons than yourself.
Enjoy your achievements as well as your plans.

Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs;
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals;
and everywhere life is full of heroism.

Be yourself.
Especially, do not feign affection.
Neither be cynical about love;
for in the face of all aridity and disenchantment
it is as perennial as the grass.

Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.
Many fears are born of fatigue and loneliness.
Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.

You are a child of the universe,
no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.

Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be,
and whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life keep peace with your soul.

With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful.
Strive to be happy



(Max Ehrmann)

quinta-feira, novembro 16, 2006

domingo, outubro 29, 2006

Um pequeno àparte...

Nada tem a ver com este blog... mas intrigou-me....
Numa incursão ao Bairro Alto, fui informada de alguns piropos que lá estão na moda:

"- Rapava-te mal!"
e
"-Punha-te grave!"

Aguém que me explique o que quer dizer... lol

...


O dia está cinzento…
Sinto frio, e visto um casaco de lã.
Acendo um incenso leve… bebo um gole de café quente…
Ponho um cd de música celta, que começa com o som das ondas.
Acendo um cigarro… fecho os olhos… e sinto…
A água salgada percorre cada milímetro do meu corpo…
As línguas saboreiam os corpos salgados… os dedos percorrem e descobrem cada contorno que os olhos já conhecem de cor…
As pernas entrelaçam-se, confundindo onde começa um e acaba o outro…
A confusão entre areia, lençol e tapete em frente a uma lareira misturam-se com os arrepios e suspiros de prazer…
E sem barreiras, sem tabus, com paixão… os dois corpos unem-se, fundem-se num grito de êxtase.

Abro os olhos… Acendo um cigarro…
Aconchego o casaco de lã... e olho o cinzento do dia.

terça-feira, outubro 24, 2006

Um pensamento...

Feliz do homem que sabe valorizar a mulher...
Este, sim, pode chamá-la de sua...
Não pelo sentimento de posse,
Mas porque ela já não quererá ser de ninguém mais....
(Sil Cervantes)

domingo, setembro 24, 2006

quarta-feira, maio 24, 2006

Almas Gémeas









O mesmo pensamento...
O mesmo sentimento...
O mesmo olhar...

A mesma intensidade...
A mesma saudade...
O mesmo sonhar...

A mesma meiguice...
A mesma doidice...
O mesmo brincar...

O mesmo sorrir...
O mesmo sentir...
O mesmo dançar...

O mesmo beijo...
O mesmo desejo...
O mesmo voar...

A mesma sintonia...
A mesma harmonia...
O mesmo amar!

domingo, março 19, 2006

A minha folha...

Escrevo... apago...
Volto a escrever...
Apago novamente...
Na folha da alma, confusa
de sentidos, de emoções,
de pensamentos em turbilhões...
O sentimento, porém...
esse é claro como a água,
límpido como o céu,
Brilhante como as estrelas...
Esse faz-me bater o coração...
Faz-me querer...
Faz-me sentir saudade...
Faz-me sonhar...
Um dia...
Será... o dia.

sábado, fevereiro 18, 2006

Dizeres...


Diz-me...
Diz-me que me gostas...
Diz-me...
Diz-me que me queres...
Sente...
Sente o que eu sinto...
Digo-o...
Digo-o se o quiseres...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Sonho...

De toalha enrolada no corpo, o cabelo ainda molhado escorre pelas costas.
Gota a gota, sinto-as como os teus dedos passearem por mim...
Leves... sensuais... arrepiantes...
O desejo invade-me... a vontade de te ter, de te agarrar, de te possuir...
Sinto-te... comigo... em mim... num misto de arrepios de prazer, de vergonha e de medo.
Tremo...
Suspiro...
Gemo...
Grito...
Deixo de estar aqui... subo ao infinito... Deixo de me sentir para te sentir a ti...
Dançamos... sorrimos... beijamos...
Deixamo-nos ficar... abraçados... em silêncio...
Com todas as palavras num simples olhar...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Arco-íris...


Arco-íris
De cores radiosas
Que entre as nuvens chuvosas
Sorris alegremente...
Arco-íris
Que hoje eu vi
E um desejo pedi
Esperando ansiosamente...
Arco-íris
Que me levas a tristeza
E enches o coração
de esperança novamente...
Arco-íris
Não ma tires de novo...
Dá-ma... devagarinho...
Para vive-la... intensamente!

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Entendo...

Entendo o silêncio...
e a mensagem que ele transmite...

"Eu bem sei que fui longe demais...
Também sei que o não farei... jamais..."

quarta-feira, dezembro 21, 2005

...


Olhei...
O azul do céu... um azul intenso, límpido, distante...
O mesmo azul que que acalma a o coração, que me enternece a alma... é o mesmo azul que hoje me entristece, me angustia, que me faz um nó na garganta e me dói no peito.
O azul que me faz voar, dançar a valsa dos sentidos, hoje diz-me que não tenho esse direito...
O mesmo azul que me aquece, que me faz companhia, hoje abandona-me...
A única forma de poder voar, sonhar, suportar a vida... desvanece-se...
Terei eu sonhado demasiado?
Terei querido aproximar o que nunca seria próximo?
Terei eu sentido aquilo que nunca deveria ter sentido?
Terá sido tudo... toda a minha vida... uma ilusão? Um sonho?
Terá sido em vão?
Não aceito... não posso aceitar.
O que sinto é genuíno, verdadeiro... nunca me arrependerei de sentir, de ansiar, de suspirar...mesmo que seja... em vão... sem volta... sem retorno...

sábado, dezembro 17, 2005

Quereres...



Queria...

Que o tempo parasse...

Para que te abraçasse

E te desse um beijo...

Queria...

As tuas mãos a passar

No meu corpo, a ansiar

E a arder de desejo...

Queria...

Por ti ser possuída

Renascer para a vida

E gritar de prazer...

Quero...

Que unidos num só...

Saber que és tu...

O sentido do meu viver!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Sonho...


Um encontro de olhares, sedentos de perguntas, de respostas, de declarações...
Mãos que se juntam, dedos que se entrelaçam, ansiando o toque, o arrepio, os sentidos...
Dois corações que se querem ouvir e sentir, num abraço terno que faz o tempo parar...
Lábios que se querem unir, na mais doce maneira de dizer o que sentem..
Dois corpos que se querem descobrir... pousar numa estrela... sentir o infinito...
Numa forma perfeita...
Num gesto sem igual...
Começou o amor...

terça-feira, dezembro 06, 2005

A ti...
Meu crítico... sem ti não estaria aqui.
Obrigado...

Ali...


No meu canto... Sinto o luar lá fora, ouço as folhas das árvores que teimam cair, tilitando ao sabor da voz do vento..
Falam-me sem me dizerem nada... e ao mesmo tempo dizem-me tudo...
O medo assola-me. Medo de não poder dizer o que quero... medo de não poder sentir o que quero... de não poder ouvir o que desejo...
Insegurança... ah... a insegurança! De sonhar com o que ouço... com o que sinto... com o que gosto...
A alma quer gritar, quer rir, quer...
E eu?
Eu... quero simplesmente... sentir...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Há coisas...

No peito jaz a vontade de viver...
De sorrir, de chorar, de amar...
Os sentimentos aqui afogados,
Com vontade de sair, de gritar...

Quero ser a eterna criança feliz,
A jovem perdidamente apaixonada...
A mulher que vê e compreende...
A velha que sabe a partir do nada...

Quero ser a que fala com um simples olhar...
Quero ser a que lê o pensamento...
Quero ser a que sente a amar...


Porque no melhor de um momento
Há coisas que não se dizem...
E se mostram no sentimento!